AFEnet


Felício Cunha

 

A vinda do treinador Felício Cunha para a Ferroviária foi um desses momentos no futebol onde tudo dá certo. Conseguiu acertar o posicionamento do time, utilizando praticamente todos os atletas do grupo montado por João Martins. Saíram Emerson Nhanhá, Reivan, Wanderson Cafu e Maycon Paulista. Desses o mais aproveitado por Martins foi Nhanhá, que já chegou sob forte oposição devido ao jocoso nome, mas também foi mal aproveitado no time. Tinha muita força física e era brigador, mas não fez nenhum gol. Teve até um a boa atuação na estréia em Taubaté, fazendo assistência para o gol de Júlio Cesar. Os demais não tiveram chance.

Aí chegaram algumas peças. A mais importante delas sem dúvida, foi Tobias, que se encaixou como uma luva, arrebatou a vaga de titular, fez gols e mexeu com o grupo e com a galera, com sua irreverência e criatividade. O goleiro Bruno Prandi somou, auxiliando o titular Roberto com sua experiência. Marcão era o tipo de profissional mais individualista e não aceitou a reserva, mesmo sabendo que suas inseguras atuações preocupavam a todo mundo. O chamado goleiro "mãos de alface".

No meio campo a principal virtude do treinador para mim foi a excepcional mudança na maneira de jogar do volante e xerife Rodrigo César. Perdido no esquema de João Martins, visivelmente fora de forma nas primeiras partidas, era o que ficava exposto à frente da zaga. Sem cobertura, a defesa grená sofria com as inúmeras oportunidades de gol de seus adversários, fazia inúmeras faltas para cartão amarelo, gastava energia demais, e coincidentemente (?) teve um recorde de contusões de seus zagueiros.

Após a chegada de Felício Cunha todo mundo no meio-campo passou a ocupar melhor os espaços, alternar a cobertura aos avanços dos alas Paulo Henrique e Assis e a zaga ficou menos exposta. Com a posse de bola, passou a atacar, e aí teve no meia Leandro Miranda a peça que construiu várias chances ao longo das partidas, para seus ótimos e incansáveis atacantes artilheiros Danilo Martins e Júlio César.

Felício pôs fim naquela insistente bobagem de João Martins em colocar o baixinho como camisa 10, armando, tendo um jogador diferenciado no elenco, com uma excelente bola parada e assistências em muitos gols. Vejam a virada contra o Bafo. Duas jogadas de bola parada de Leandro Miranda, que mataram a superioridade do Leão no jogo.

Os jogadores estavam aí. Felício apenas os posicionou e com muito trabalho e treinamento fez deles um time competitivo. Perguntado por Felipe Santilho, da Tribuna, se o time estava fechado, o treinador grená respondeu, com sua maneira peculiar e até crua, de tão objetiva: - O grupo tá fechado, o time não!



 Escrito por Paulinho Vidal às 14h10 [] [envie esta mensagem] []






FERROVIÁRIA 1x0 ITAPIRENSE

Mais emoção impossível nesse Campeonato Paulista da Série A3 de 2010, pois a cada rodada as histórias são contadas de maneiras totalmente diferentes. Se o empate em Barueri doeu, ontem recebemos de volta, mas sem juros!

O jogo foi ruim porque a Itapirense jogou na retranca. Paulinho McLaren armou um ferrolho no meio-campo e não deixou o time grená criar. Com Leandro Miranda praticamente anulado, Guilherme Alves e Rodrigo Sales marcados, a defesa era obrigada a ligar o ataque. Aí ficou difícil. O time precisava de um elemento surpresa, que viesse de trás. E isso só ocorreu aos 41 do 2º tempo, com Rodrigo César que enfim, achou seu futebol.

O volante capixaba, muito criticado por mim nas primeiras partidas, subiu muito de rendimento após a chegada do treinador Felício Cunha. O novo coach grená corrigiu o posicionamento dele e de todos os atletas do meio-campo. Ademais, Rodrigo César evoluiu na parte técnica e física. Já tivera sido o melhor do time em Barueri, e ontem decidiu o jogo. Parabéns a ele, a Felício Cunha e também ao preparador físico Raul Zacaro.

A própria condição da defesa grená melhorou e muito em seu posicionamento. O time não deixa mais os zagueiros tão expostos, os cartões amarelos diminuíram e André já está há duas partidas inteiras sem tomar cartão. Em Barueri a AFE saiu zerada de campo no que se refere a cartões amarelos e vermelhos. Ontem, Amarildo e Guilherme Alves levaram em situações de jogo, enquanto que Rodrigo César foi advertido devido à sua explosão na comemoração do gol, tirando a camisa.

Há evolução significativa no grupo, reforços chegaram, entre eles Tobias já está quase entrosado. Resta a dúvida quanto a Fabinho, mas não é no ataque que estão as carências do time.



 Escrito por Paulinho Vidal às 15h33 [] [envie esta mensagem] []






VAIAS

 

As vaias fazem parte da cultura atual do nosso futebol. Hoje os torcedores são acostumados a assistir pela televisão aos "melhores momentos" das partidas, graças à detentora de tudo o que é evento no país.

 

Esquecemos que o futebol é, principalmente, competição e, é claro, o time adversário também tem suas estratégias e, invariavelmente, o mais fraco vai tentar impedir de todas as maneiras que o adversário ganhe o jogo. E se der um jeitinho vai se arriscar a contra-atacar e fazer seu golzinho. Foi o que fez o Paulinho McLaren com maestria ontem, 17 de março, na Arena da Fonte, comandando a SE Itapirense.

 

Forçou a Ferrinha a errar passes e, marcando seus homens de meio-campo, obrigava os zagueiros a ligar o ataque. Lembram-se da seleção do Dunga, tocando a bola para Luisão, Juan ou Lúcio darem chutões para o ataque? Agora imaginem isso numa Série A3 paulista, com os salários que são pagos a atletas e treinadores nessa divisão. Se não estivermos preparados para isso é claro que iremos vaiar, outros vão entender e apoiar, e outros vão se decepcionar e nunca mais aparecerão.

 

É diferente do futebol de antigamente, onde os torcedores iam a campo para assistir ao espetáculo, independente de quem ganharia o jogo. E a nossa torcida sempre foi privilegiada, porque os jogos da Ferroviária sempre produziram bons espetáculos.

 

Hoje é diferente, e é por isso que até os jogos da Libertadores estão sendo disputados em campos ridiculamente vazios! Os times sem camisa e com dinheiro estão mandando no futebol paulista e brasileiro, enquanto outros de tradição estão sucumbindo embora tenham a torcida como seu maior patrimônio.

 

Não sou contra as vaias, pois sou também um torcedor exigente, mas o dia de um jogo da Ferroviária, aqui na Grande São Paulo, ou próximo a ela, onde sei que posso assistir, é um dia de muita emoção e alegria para mim. Independentemente do resultado, como faço em todo o jogo desde 2000, quando criei o AFEnet, vou torcer e muito por essa camisa. Porque nesse ano a Ferrinha teve o seu “Bug do milênio” e bateu no fundo do poço em sua história.

 

E foi onde ela precisou de seus verdadeiros torcedores. Poucos como eu, que foram aumentando muito ao longo desses anos, continuaram a torcer para não deixar a Ferroviária acabar. Outros foram mais além e realmente tomaram atitudes que efetivamente salvaram-na da extinção.

 

Vou vaiar, vou gritar, xingar, chorar, sorrir, pular como o menino que aprendeu a fazer isso em 1965, com meu pai e meus primos no antigo Estádio da Fonte Luminosa. Só lamento, pelo fato de morar em São Paulo, não ter o privilégio dos que vivem na Morada do Sol, pois podem ver todas as partidas na nova Arena. Mas tenham certeza que estarei na frente do computador ou da TV torcendo como se estivesse.

 

Força Ferroviária! Yes, we can! Si, se puede!



 Escrito por Paulinho Vidal às 10h26 [] [envie esta mensagem] []






Fui à inauguração da Arena da Fonte e vivi intensa emoção, assim como todos os que lá também estiveram. Cada qual por seu motivo. Pelas lembranças vividas ou por estarem pela primeira vez num estádio de futebol, todos se emocionaram.

Desde a entrada ordeira do público, passando pelas solenidades, discursos, entrada das equipes, Hino Nacional, o gol inaugural de Fernando Luís, até a vitória consolidada pelo apito do árbitro.

Foi realmente uma noite inesquecível.

Assim como também foram inesquecíveis os outros dois momentos da Arena da Fonte quando recebeu os shows de Roberto Carlos e do Padre. O público era totalmente favorável ao sucesso dos eventos.

É aonde quero chegar com esse assunto aqui no Blog.

Será que ao receber partidas de clubes grandes como Corinthians e São Paulo, adversários nos jogos que terá como mandante o Oeste FC, de Itápolis, o sucesso da organização será o mesmo?

Digo isso porque dessa vez as "Organizadas" estarão presente. Torcedores acostumados a chegar ao estádio e entrar logo, sem muita paciência de esperar em fila única, como ocorreu na noite inaugural. Confesso desconhecer como foi pela ocasião dos shows musicais, mas acredito que tenha sido de maneira semelhante.

Essa espera pode causar certa ansiedade nos torcedores, ao escutar o barulho da entrada dos times, do lado de fora, na fila, atrapalhar o trabalho da polícia, e criar tumulto.

Fica aqui registrada a minha preocupação com a organização nesses dois primeiros grandes testes para a Arena da Fonte. O público presente com certeza não terá a mesma paciência e colaboração demonstrados anteriormente.

A Copinha de Futebol Junior já será um teste diferente, mas não irá se comparar às presenças de Corinthians e São Paulo em jogos de campeonato em Araraquara depois de tanto tempo.

 



 Escrito por Paulinho Vidal às 15h52 [] [envie esta mensagem] []






Rodada decisiva pela Copinha neste domingo, em meio às denúncias de jogadores irregulares utilizados pelo Rio Preto na competição.

Na mesma semana, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, recebe o título de "Cidadão Bauruense" pela Câmara dos Vereadores da "Cidade Sem Limites".

O Jacaré de Rio Preto já está classificado no campo de jogo, e o Norusca luta com a AFE pela vaga remanescente no chamado Grupo da Morte.

Some-se a isso os inúmeros problemas de contusão apresentados pelo elenco da Ferroviária, e o julgamento dos atletas Paulo Henrique e Feijão pelo TJD paulista. Ambos pegaram mais uma partida de suspensão, que os tiram justamente da partida decisiva.

Paulo Henrique, após mudar da lateral/ala direita para a posição de volante tornou-se peça imprescindível no time e nos esquema utilizados pelo treinador João Martins ao longo da competição.

Já o lateral/ala Feijão tornou-se uma espécie de símbolo da raça do time grená, caindo no gosto da galera. O problema é que apresentou destempero em algumas partidas e acabou prejudicando o time nesta reta final.

A sorte está lançada. A Ferroviária só depende de seus próprios recursos para conseguir a classificação, bastando um pontinho contra o desmotivado time do Mirassol. Caberia ao time da Maquininha Vermelha, de Bauru, buscar a vaga no Tapetão.

Teremos "mala branca", "mala-preta", enfim, malas de todos os matizes neste domingo que vai ter muita emoção no futebol. Principalmente no Brasileirão, onde o Clássico Majestoso do Morumbi vai canalizar as atenções do povo à tarde, espero que com a felicidade do povo grená, comemorando a classificação da Ferrinha.

 



 Escrito por Paulinho Vidal às 14h02 [] [envie esta mensagem] []






Passado o primeiro turno da Copa Paulista, a evolução do time da Ferroviária é evidente.

Com o objetivo de formar um grupo para a disputa da insuportável Série A3 de 2010, o trabalho do treinador tem sido excelente. Demonstra estar muito focado no projeto grená, deixando transparecer que seu intuito vai além da questão profissional. Isso ficou claro para mim, não só quando recusou um convite do Noroeste de Bauru, mas também no dia a dia, em respostas absolutamente honestas em relação ao gramado do Botânico, do rendimento de atletas e do trabalho dos parceiros da Comissão Técnica.

Esse está além do discurso pronto da maioria daqueles que chegam à Ferroviária, e dão declarações sobre a importância do clube, sua história, camisa, etc.



 Escrito por Paulinho Vidal às 12h42 [] [envie esta mensagem] []






 

A derrota em Rio Preto foi absolutamente inesperada! João Martins observou o grupo e vislumbrou a possibilidade de fazer alterações significativas na equipe que venceu as duas primeiras rodadas. A vitória de Catanduva foi fortuita pelo placar, mas inegável do ponto de vista de vontade e determinação do grupo. Já o magro 1x0 frente ao América demonstrou claramente os problemas de posicionamento no meio-campo. Embora jogando no 3-5-2, com mais gente na zona de armação e destruição, o time deu a posse de bola ao adversário, mas mostrou uma boa defesa, com Fernando e Amarildo melhores que André, ainda afoito e propenso a levar cartões.

A entrada de Fernando Luís na armação expõe nitidamente a falta de um armador para o time. Laertinho deve ser uma segunda opção de criatividade, mas não a única. Não sei se com Thiago Floriano vai ser diferente. Abuda ainda não foi bem na função de volante defensivo, e foi sacado ainda no primeiro tempo, pois já havia levado um cartão com 10 minutos de jogo. Ocorrera o mesmo contra o América. Paulo Henrique foi melhor como volante.

A missão de treinador é difícil, pois um grupo contém várias opções e muitas combinações, e para se fazer alterações é necessário treiná-las antes. É certo também que colocar o time no ataque não significa afrouxar a marcação, pois o Rio Preto, uma equipe jovem e inexperiente, levou vantagem enorme nos contra-golpes construindo a goleada.

Teremos agora quatro partidas em casa em cinco rodadas, o que pode até ser prejudicial à equipe, pois a torcida pode intimidar. É a hora do treinador fazer experiências, alterações e testar várias formações e posicionamentos. Se peças não funcionarem, a Diretoria deverá buscar reforços indicados por ele. Isso é o rumo natural das coisas. E foi o que todos pediram após a trágica campanha que culminou com mais um e inesperado descenso.

Será que teremos paciência?

Esse negócio de Bi da Copinha deveria ser esquecido, pois se o planejamento é de longo prazo, não se deve exigir resultados prematuros. Paciência galera, que o trabalho está sendo feito de maneira séria e organizada. Todos devemos cobrar, mas com o pé no chão!



 Escrito por Paulinho Vidal às 21h38 [] [envie esta mensagem] []






João Martins testou várias opções nos treinos da semana. O volante Abuda pode entrar no meio-campo, voltando Paulo Henrique para a ala direita. Na ala esquerda, Assis, que foi bem em Porto Ferreira, pode entrar em lugar de Fernando Luís. Este foi testado na meia-esquerda, onde seria útil em jogadas de bola parada e cruzamentos para a área. É também bom finalizador.

No ataque, Fabinho disputa com Fernando Mineiro vaga ao lado do artilheiro Danilo Martins. Correndo por fora o garoto Walker é outra excelente opção. Sempre que entra, movimenta-se bastante e costuma aproveitar as oportunidades de gol que surgem.

A experiência do recém chegado Marcão vai ser fator preponderante para ser alçado à condição de titular. É a ordem natural das coisas, independentemente das boas atuações de Guilherme Marquini até aqui.

Após um esboço de time armado pelo coach grená, agora é hora de colocar em prática, aos poucos, as mudanças provenientes das observações das duas primeiras rodadas e dos jogos-treino contra o Américo e o Palmeirinha.

O Rio Preto, do treinador Sergio Caetano, tem três desfalques no seu setor defensivo. A diretoria aposta basicamente em jogadores da própria base, para a disputa da Copinha. Após emprestar o atleta Jefferson para o futebol português, o que arranca rumores sobre os valores da negociação na mídia rio-pretense, o clube adquiriu mais três reforços. Ao invés de atletas que estavam nos clubes da A2 e A3 como a maioria, o Jacaré aposta em jogadores da própria cidade que estavam em clubes intermediários. Dois deles chegaram a parar com o futebol e retornaram. Assim, o “Glorinha” demonstra pouca pretensão quanto a resultados dentro da competição, mas com a formação do grupo a custo baixo.



 Escrito por Paulinho Vidal às 19h30 [] [envie esta mensagem] []






Ferroviária iniciou preparação para o jogo de domingo, em Rio Preto contra o Jacaré, pela terceira rodada da Copinha. Aqueles que não iniciaram como titulares no sábado, foram para Porto Ferreira realizar um jogo-treino contra a Sociedade Esportiva Palmeirinha, no Estádio da Vila Formosa. O clube local venceu por 2x1, e o gol grená foi assinalado pelo meia Thiago Floriano. João Martins continua observando o grupo que tem nas mãos, em ritmo de jogo.

Semana passada o jogo-treino foi em Américo Brasiliense, e aconteceu o mesmo resultado de 2x1 para os donos da casa. O Américo, sensação da Segundona Paulista, foi então com o moral elevado na última rodada e arrasou o Jaboticabal pelo incrível escore de 10x1! Isso mesmo: dez a um!

Além do atacante Fabinho, que aguarda a regularização de sua documentação para ganhar condição de jogo, outro reforço foi integrado ao grupo. É o goleiro Marcão, que faz 34 anos nesta semana, já atuou pelo Botafogo de Ribeirão Preto e disputou a A2 deste ano pelo Atlético Sorocaba. Chegou com um belo discurso: clube de camisa, história, tradição, cidade envolvida, etc. Está motivado e deve contribuir e muito com sua experiência na formação desse novo grupo para o ano que vem.

Apenas devem avisá-lo que o nome do time que ele está trabalhando agora é A Ferroviária, e não O Ferroviária, como ele insistentemente falou por várias vezes no microfone do Marcos Chiochini, dos Campeões da Bola. Posto isso, bem-vindo e boa sorte ao Marcão!



 Escrito por Paulinho Vidal às 19h08 [] [envie esta mensagem] []






Uma incógnita no futebol que é jogado hoje, é o fator campo. Pode ser um handicap, como também um pesadelo. Adversário que souber efetuar uma forte marcação, provocando o erro do oponente pode, nos contra-ataques, conseguir uma vitória com méritos indesmentíveis, como diria o saudoso Loureiro Junior. Ainda mais se o time da casa tiver sobre si uma responsabilidade maior perante sua torcida.

Haja vista a recente derrota do Cruzeiro no Mineirão lotado e empolgado pela fanática galera mineira. Talvez seria menos doído para a gente azul das Alterosas se a derrota fosse na disputa de tiros livres, depois de uma dilacerante prorrogação. Mas não foi. Os argentinos insistem em melar o nosso chopp como já aconteceu com o São Paulo de Palhinha, com o Palmeiras em 2000, o Santos em 2003 (com direito a gol do novato Carlitos Tevez!). Até o Papão da Curuzu sonhou alto em sua única participação em Libertadores, contra o mesmo Boca, de Tevez e Bianchi, no início da fase de mata-mata daquele ano.

Fator psicológico era considerado bobagem antigamente, mas hoje acredito eu que é o que realmente decide uma partida decisiva de futebol. Um gol fortuito logo no início de jogo, um cartão vermelho, uma contusão de uma peça chave no esquema do treinador ou um erro de arbitragem. Pode influir no emocional dos atletas. E como o futebol é um esporte coletivo, não basta ter um ou outro que faça a diferença. Todos tem que estar na mesma frequencia e no controle dos nervos, senão a vaca pode ir para o brejo! Veja o que houve em Porto Alegre em dois dias seguidos para maltratar o povo gaúcho. Corinthians e Cruzeiro calaram respectivamente o Beira-Rio e a fantástica torcida gremista.

Guardadas as devidas proporções, a AFE foi mais brilhante na primeira rodada contra o Grêmio, em Catanduva, conseguindo uma inesperada goleada. Já na segunda partida, perante um bom público no Botânico (que poderia ser maior não fosse a ameaça de uma forte chuva, meia hora antes do jogo, que não caiu), o time venceu mas não foi bem.

A responsabilidade de jogar em casa foi toda para os grenás, enquanto o América conseguiu ficar mais com a bola, ocupar melhor os espaços do campo, mas apanhou de sua defesa, do gramado e da ineficiência de seus atacantes. Daí a partida ter sido ruim. Mas como o que está em jogo para os dois grupos é a preparação para o ano que vem, os treinadores devem ter feito observações importantes.

João Martins tem os seguintes atletas com um cartão amarelo: Fernando Mineiro, Walker, Laertinho, Abuda, Assis, André e Pedro.

Os artilheiros: Danilo Martins (3), Fernando Mineiro e Walker (1). Só atacantes fizeram gols.



 Escrito por Paulinho Vidal às 23h40 [] [envie esta mensagem] []






Ferroviária venceu a segunda na Copa Paulista, a primeira em casa.

O jogo não foi bom pois o gramado não ajuda. Os dois times apanharam da bola que parecia viva algumas vezes, desobedecendo aos atletas em função das irregularidades do terreno. Enfim, é o que a Ferrinha tem disponível neste momento de transição e turbulências pelas quais ela passa. Rebaixamento recente, demora na conclusão das obras da Fonte Luminosa, clima ruim entre a Prefeitura e a S/A, e a indiferença do atual alcaide Marcelo Barbieri com as coisas grenás.

Diante de um América melhor posicionado em campo, mas sem competência para finalizar, apresentou um melhor sistema defensivo, porém o meio-campo do Diabo sempre ficou com os rebotes e teve mais posse de bola. Por outro lado, quando teve oportunidades para fustigar a meta adversária, contou com a presença do bom atacante Danilo Martins para definir o placar. Outro que não pode sair do time é Walker. O garoto "Black-Label" do ataque foi bem mais eficiente que Fernando Mineiro no pouco tempo em que jogou.

Destaque negativo para a arbitragem facciosa, que visivelmente utilizou critérios diferentes para os dois times na parte disciplinar e apresentou uma atuação bastante  infeliz de um dos auxiliares.



 Escrito por Paulinho Vidal às 02h14 [] [envie esta mensagem] []






Quinta à noite em Araraquara, depois de quase dois anos! Que saudade!

Noite quente em pleno inverno rigoroso. Enquanto espero ansiosamente a minha estréia no Botânico neste sábado, onde também João Martins e seus novos comandados estréiam diante da torcida, não posso deixar de comentar dois assuntos ligados ao futebol.

Primeiro, o absurdo da TV Globo impor seus interesses comerciais ao povo torcedor, não passando em TV aberta a final da Libertadores. Se fosse qualquer clube carioca, seria o preferido guela abaixo dos brasileiros de todos os estados, mas como era o Cruzeiro, só para os mineiros. E tome Flamengo para todo o Brasil, inclusive São Paulo, porque era o Palmeiras. Já passou da hora do futebol brasileiro deixar de ser refém da vontade da empresa carioca.

O segundo se refere ao próprio confronto final da Libertadores. Não basta lotar o estádio, e achar que a torcida fará a diferença. É preciso muito mais. E nesse ponto os argentinos ainda nos darão muitas lições. Para os sampaulinos resta um consolo nessa época de incrível coleção de resultados negativos: Só o Tricolor é TRI da Libertadores!



 Escrito por Paulinho Vidal às 23h25 [] [envie esta mensagem] []






Até que enfim eu ponho meu blog no ar. Quero com isso resolver os problemas de atualização quando estou longe de meu PC pessoal.

Não pretendo utilizar um notebook tão cedo, portanto, onde eu estiver, posso entrar na Web e atualizar o Blog, deixando o site para estatísticas e informações sobre os jogos e campanhas da AFE ao longo dos anos.

É um desejo antigo que ponho em prática. Justamente na semana que vou para Araraquara, e devo ter a oportunidade de assistir à minha primeira partida no Estádio Municipal do Botânico.

A Ferrinha tem assim mais um espaço dedicado a ela na Internet.

Vida longa ao meu AFEnet, o Blog!



 Escrito por Paulinho Vidal às 21h00 [] [envie esta mensagem] []




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